Literatura fluminense na Bienal

Editoras de Niterói presentes à Bienal

O Riocentro é, mais uma vez, palco do maior evento do mercado editorial brasileiro. A XVIII Bienal do Livro do Rio de Janeiro, que se estende até o dia 10 de setembro, espera atrair um público de mais de 600 mil leitores ávidos pelos milhões de livros levados por centenas de editoras para a feira. A literatura fluminense terá sua casa montada no estande da Imprensa Oficial do Estado do Rio de Janeiro – Pavilhão Verde (Ruas M1/N2) – onde estarão abrigadas, junto com o projeto Mais Leitura, que oferece livros novos a partir de R$ 2,00, as editoras que formam o grupo Letras de Niterói – Nitpress, Eduff, Muiraquitã, Intertexto, Comunitá Italiana e Itapuca. Continuar lendo

Pimentel de volta ao Campo de São Bento

Luís Antônio Pimentel evitou um “urbanicídio” – expressão cunhada por ele mesmo – ao liderar uma campanha na imprensa fluminense contra a abertura de uma via de carros e ônibus passando dentro do Campo de São Bento, referência de bucolismo e lazer na Zona Sul de Niterói. A ideia estapafúrdia surgiu nos anos 60 e foi barrada pela oposição popular liderada por ele, um dos mais importantes memorialistas da cidade, falecido há três meses, aos 103 anos de idade.
No próximo sábado, dia 25, a partir das 9h, o Campo de São Bento será palco de uma homenagem prestada pela Academia Fluminense de Letras, dentro da programação de comemorações dos seus 98 anos, com o relançamento do livro “Luís Antônio Pimentel, o polígrafo da alma fluminense”, décimo volume da coleção Introdução aos Clássicos Fluminenses, da Editora Nitpress. Haverá uma feira de livros organizada pela Associação Niteroiense de Editores de Livros (ANEL) e apresentação de banda de música.
O livro, organizado pelo professor Luiz Antonio Barros, é a primeira antologia baseada na obra completa de Pimentel, apresentando uma visão panorâmica sobre toda a produção literária do escritor. Outros títulos da Nitpress assinados por Pimentel, como “Haicais Onomásticos”, “Contos do Velho Nipon” e “O amor segundo Luís Antônio Pimentel”, estarão sendo relançados na ocasião.

Nitpress lança primeira antologia do Café Paris


Um século depois de impregnar de poesia as noites de Niterói, a roda líteroboêmia do Café Paris volta a se reunir no nono volume da coleção “Introdução aos Clássicos Fluminenses”, da Editora Nitpress. Organizado pelo professor Luiz Antonio Barros, da Academia Niteroiense de Letras, o livro Os Poetas Satíricos do Café Paris, que será lançado no próximo dia 12, na Academia Fluminense de Letras, oferece sua contribuição à arqueologia cultural da cidade como a primeira antologia do cultuado Café Paris.
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FLUP – A festa da poesia fluminense

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Foram um dia e uma noite de intensa maratona poética. Poetas de várias regiões do estado convergiram no dia 29 de abril para a bucólica Barra de São João, município e berço de Casimiro de Abreu, que abrigou, na mesma atmosfera que inspirou o poeta do amor e da saudade, o I Festival Fluminense de Poesia – FLUP. A pluralidade e a livre expressão foram as marcas desse evento, que procurou dar vez e voz aos poetas fluminenses.

Com o apoio da prefeitura de Casimiro de Abreu, da Secretaria de Cultura do Estado do Rio de Janeiro, da Liga Brasileira de Editoras (LIBRE), da Academia Fluminense de Letras e do Cenáculo Fluminense de História e Letras, entre outras instituições culturais, o festival, promovido pela editora Nitpress, reuniu poetas de todos os matizes e idades.

O Concurso de Poesia do FLUP, por exemplo, vencido por Manoel Herculano, que garantiu o primeiro lugar com a poesia “Afro-descendente”, classificou, entre os dez primeiros colocados, desde o jovem Yago Luiz, de apenas 13 anos, até os septuagenários Geny Sardenberg e J. D. Ladeira. Mas o concurso foi apenas um dos vários momentos poéticos do festival, que virou a noite no embalo de movimentos como o “Corujão da poesia”, “Um brinde à poesia” e “Uma noite na taverna”, com microfone aberto a todos os participantes.

A parte diurna, iniciada com uma palestra da escritora e poetisa Márcia Pessanha, presidente da Academia Niteroiense de Letras, e com a leitura do “Manifesto dos Poetas”, ofereceu uma programação variada (veja aqui), com palestras acadêmicas, oficinas de leituras, recital de poesias e esquete teatral. Durante todo o evento, uma feira de livros montada pelas editoras da LIBRE ofereceram ao público o melhor da produção editorial independente brasileira.
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Relação dos vencedores do Concurso de Poesia do FLUP

O Concurso de Poesia do FLUP foi disputado por cerca de 30 concorrentes, dos quais dez foram selecionados para serem publicados, a título de premiação, na Antologia do FLUP, a ser publicada pela Nitpress. A escolha dos vencedores foi feita por um júri de alto nível, formado pelos professores Luiz Antônio Barros, da Academia Niteroiense de Letras; Salvador Mata e Silva, presidente da Academia Gonçalense de Letras; e Nelson Tangerini, da União Brasileira de Escritores.
Os três primeiros colocados, que receberam seus certificados de classificação durante o próprio evento, foram os seguintes:
1º lugar: Manoel Herculano, com a poesia “Afro-descendente”
2º lugar: Therezinha Mello, com a poesia Estampas em xadres
3º lugar: Rosangela Machado, com a poesia “Ao poeta e sua terra: saudade”
Os demais ganhadores, não listados em ordem de classificação, são os seguintes:
Vinicius de Oliveira – “Infância perdida”
Geny Sardenberg – “Amigos”
Helen Braga – “Palavras”
Claudio W. Reis Moraes – “Cabo Frio”
Luiz Azevedo – “A luz do seu olhar”
Yago Luiz – “Arte é hip hop”
J. D. Ladeira – “A Helena de Tróia”

A Flip e o Flup

O artigo abaixo foi publicado hoje pelo jornal O Dia em sua página de opinião.

A Flip e o Flup

Enquanto Paraty se prepara para mais uma edição da internacionalíssima Flip, Barra de São João — distrito e terra de Casimiro de Abreu, maior ícone da cultura fluminense — assistiu no último fim de semana à estreia do Flup. O Festival Fluminense de Poesia, que aconteceu pela primeira vez na Costa do Sol, surge para oferecer ao calendário literário do estado um conceito diametralmente oposto ao da festa que leva nomes famosos e muita badalação à Costa Verde.

Lugarejo histórico, margeado em sua foz pelo maior rio exclusivamente fluminense, Barra de São João também possui um casario colonial, o que contribui para ornamentar a atmosfera romântica que inspirou Casimiro. Porém, a cidadezinha conserva a simplicidade e pureza imprescindíveis ao Flup, uma maratona poética de 24 horas aberta, participativa e democrática.

Apoiado pela Academia Fluminense de Letras, pelo Cenáculo Fluminense de História e Letras, pela Secretaria Estadual de Cultura, pela Prefeitura de Casimiro de Abreu e pela Libre, a liga que congrega as editoras independentes e defende a bibliodiversidade, o Flup reuniu centenas de poetas entre a manhã de sexta-feira e a madrugada de sábado. Foram palestras, painéis, oficinas de leitura, concurso de poesia e sarau poético. A poesia transbordou livre, sem restrições. Tudo ‘free’.

Sem amarras de interesses econômicos, o festival deu vez e voz aos poetas fluminenses, desde grupos organizados até mochileiros que puderam pernoitar em albergues oferecidos pela prefeitura. O resultado foram ondas seguidas de versos revelados ou revisitados. De Alberto de Oliveira, Euclydes da Cunha e Fagundes Varela ao jovem Yago Luiz — um menino de 13 anos cujo poema se classificou entre os dez primeiros no concurso do Flup —, a tradição poética e a própria identidade fluminense fluíram sem restrições.

Naquele lugar bucólico e pacato, Leon Tolstoi, o sábio escritor russo, parece ter sido bem compreendido pelos poetas fluminenses em um de seus conselhos: “Quem quer ser universal que cante sua aldeia”.

Luiz Augusto Erthal é jornalista e idealizador do Flup

“Manifesto dos Poetas”

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Um documento em defesa da cultura fluminense será apresentado durante o 1º Festival Fluminense de Poesia (FLUP), quinta-feira, dia 29 de abril, em Barra de São João, município de Casimiro de Abreu. O “Manifesto dos Poetas”, como está sendo chamado, conclama escritores e intelectuais a uma releitura da literatura fluminense como forma de afirmação de uma identidade cultural regional. Conheça, a seguir, o texto que será divulgado no FLUP. Continuar lendo

Vem aí o 1º Festival Fluminense de Poesia (FLUP)

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“Poetas, seresteiros, namorados, correi. É chegada a hora de escrever e cantar…”

Vem aí o 1º Festival Fluminense de Poesia, uma maratona poética de 24 horas para não deixar ninguém de fora. No FLUP não existe off. Todos são in.

O FLUP é IN
A mais democrática das festas literárias na bucólica cidade de Barra de São João, berço de Casimiro de Abreu, maior ícone da cultura fluminense. Um festival popular, aberto à participação de todos os poetas, trovadores, cantores, seresteiros e demais amantes da vida.

Os escritores são IN
No FLUP, todos os escritores, famosos ou não, têm um espaço gratuito e garantido para expor e vender os seus livros – publicados por editora ou de forma independente.

Os poetas são IN
O festival de poesia é aberto a todos. Qualquer poeta pode inscrever seu trabalho e participar do concurso que premiará as melhores poesias com a publicação em livro a ser lançado pela Editora Nitpress. Não há taxas de participação ou de publicação dos textos classificados. Após o concurso poético, o palco do FLUP estará franqueado a todos os poetas, cantores e seresteiros que quiserem se apresentar, dentro da maratona poética de 24 horas que formatará o festival.

As editoras são IN
A bibliodiversidade está entre as palavras de ordem do FLUP. A LIBRE (Liga Brasileira de Editoras), que congrega as editoras independentes, ficará responsável pela feira de livros do festival, cujos estandes estarão franqueados às mais de 100 editoras da entidade.

O público é IN
O FLUP não se limita a ser gratuito e democrático. Haverá também um albergue oferecido pela Prefeitura de Casimiro de Abreu a custo simbólico para todos os mochileiros que quiserem se hospedar em Barra de São João durante o evento.

A cultura fluminense é IN
Com o apoio da Academia Fluminense de Letras, do Cenáculo Fluminense de História e Letras e da Secretaria de Cultura do Estado do Rio de Janeiro, o FLUP oferecerá também painéis, mesas redondas e oficinas de leituras em torno de autores e movimentos literários fluminenses.

Data: 29 de abril de 2011.
Local: Praça das Primaveras, Barra de São João.

O FLUP é uma realização da editora Nitpress e da Prefeitura de Casimiro de Abreu, inserida dentro do Encontro de Poetas de Casimiro de Abreu (EPOCABREU), de 28 a 30 de abril, em Barra de São João.

Haverá transporte gratuito, partindo de Niterói, para os primeiros que se inscreverem (as vagas são limitadas). A Prefeitura de Casimiro de Abreu oferecerá albergues masculino e feminino, ao preço simbólico de R$ 10,00. As inscrições para o ônibus, o albergue e o concurso de poesia devem ser feitas pelo email nitpress@nitpress.com.br.

Conheça os detalhes e a programação do FLUP em https://docs.google.com/present/view?id=dcfgkvhd_14gpnvx6cr

Para quem desejar se hospedar em Barra de São João durante o FLUP, segue uma relação de pousadas locais:
Pousada da Barra Tel.: (22) 2771-3109 / (22) 2764-6469
Pousada Tropicana Tel.: (22) 2774-5059
Pousada Rio e Mar Tel.: (22) 2774-0418
Hotel Encontro das Águas Tel.: (22) 2774-5077

Projeto “Encontros com a literatura fluminense” revisita Euclydes da Cunha em Cantagalo

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O projeto “Encontros com a literatura fluminense” sobe a serra neste sábado, dia 13, para realizar a sua terceira edição na cidade de Cantagalo, terra natal de Euclydes da Cunha, apontado como o autor da maior obra da literatura brasileira – Os sertões. O evento, promovido pela editora Nitpress, com o apoio do jornal O Fluminense, tem como objetivo promover o encontro dos escritores com o público em todas as regiões do Estado do Rio e reafirmar a identidade regional a partir da difusão da literatura fluminense.
Mais uma vez, uma caravana de escritores, membros das principais instituições acadêmicas estaduais, como a Academia Fluminense de Letras, o Cenáculo Fluminense de História e Letras e a Academia Niteroiense de Letras, partirá de Niterói para unir-se, nesta edição, a um evento organizado pela Prefeitura de Cantagalo, através da Secretaria Municipal de Educação e Cultura, e pelo projeto “100 anos sem Euclides”, denominado “Caminho Cultural Euclidiano. Euclides vive! Viva Cantagalo!”.
Iniciado na última segunda-feira, o evento vem promovendo, ao longo de toda a semana, uma série de atividades, como palestras e exibições de filmes de temática euclidiana. Nesta sexta-feira começa o ciclo de debates e oficinas pedagógicas “Conversa com educadores: Euclides da Cunha na sala de aula”, promovido pela UERJ e pela UFRJ na Casa de Euclides da Cunha, terminando no sábado, junto com o encerramento da programação oficial, de responsabilidade da Prefeitura de Cantagalo.
O projeto “Encontros com a literatura fluminense” se acopla ao evento cantagalense no sábado. Logo pela manhã haverá relançamento de livros de temática euclidiana com o selo da Nitpress, como A eternidade de Euclydes da Cunha, do presidente da Academia Fluminense de Letras, Edmo Lutterbach, e Era uva vez, Euclydes…, uma apresentação inédita do grande escritor para o público infantil, de autoria de Fabiana Figueira Corrêa. À noite, o Grupo Nuance, sob a coordenação de Neide Barros Rego, fará um recital de poesias de Euclydes da Cunha e no domingo, pela manhã, os escritores terão um contato direto com o público na Praça João XXIII.
Nas duas edições anteriores, o projeto “Encontros com a literatura fluminense” visitou, com sua caravana de escritores, as cidades de Casimiro de Abreu e Rio Bonito, onde também foram homenageados Casimiro de Abreu e B. Lopes, ilustres filhos dos dois municípios, respectivamente.